Este é um assunto muito importante, e muitas vezes quase não se discute este tema.
Eu aprendi a velejar ainda pequena, em um clube de vela. Mas somente a poucos anos atrás resolvi tentar e me ventura no mundo do windsurf.
Confesso a vcs que meus primeiros seis meses de windsurf , fui obrigada a usar o método NA MARRA .
Moro muito distante de grandes centros e a escola mais próxima está a quase 1000 km daqui.
Foram árduos meses de pouquíssimas evoluções .
Depois de seis meses resolvi procurar uma escola de vela e fui ao Espírito Santo fazer uma clínica de uma semana.
Meus Deus ! Porque levei tanto tempo até ir até eles ? Meu velejo que era super básico e praticamente sem nenhuma técnica, saltou para regular a bom em uma semana.
Havia visto muitos filmes e vídeos , os quais me ajudaram demais depois desta clínica , pois pude entender o mecanismo e agregar a teoria que assistia nos vídeos.
Vinte dias depois já estava usando o trapézio e alçando meus primeiros vôos, planando sobre as águas.
Assim amigos ; não pensem muito ! Corram para uma escola credenciada.
Isto fará uma Grande diferença no seu velejo , e muitas vezes será a linha entre evolução e desistir.
Eu tb super Recomendo um DVD que tenho como Bíblia
The Beginner to winner
Adoro! E ainda hoje assisto quando bato em algo que está difícil de realizar.
Moro em Trancoso, BA e assim fico em igual distância entre vitória, ES ou Salvador, BA
E posso sugerir duas escolas que amo e admiro seus professores.
Meu grande mestre e amigo Rominho em vitoria na LOOPWINDSURF e tb Alexandre Lessa na AXE WIND em sua paradisíaca ilha de Bom Jesus dos passos em Salvador.
Corram ! Pois garanto que vc tb será picado por esta mosquinha ....
Bons ventos e ótimos velejos
Meu nome e Isabella.Um dia perfeito pra mim e cruzar as aguas planando, pendurada no trapézio, com toda a pressão em minha vela e sentindo a brisa em minha face. Sentir meus cabelos voando e o som rítmico de minha prancha pulsando sobre o oceano. vou rápido o suficiente para sentir um pouco de adrenalina em meu corpo e eu ainda em controle. Ah ! Isto e vida ! Nao poderia pedir nada a mais na vida.
Velejos
quarta-feira, 30 de março de 2016
terça-feira, 29 de março de 2016
História do Windsurf
Cinco anos mais tarde, os amigos Jim Drake, engenheiro aeroespacial, e Hoyle Schweitzer, empresário e surfista, patentearam a criação do casal Newman, batizando o novo equipamento esportivo de Windsurf.
O grande problema, naquela época, era criar uma prancha que funcionasse como uma espécie de barco, porém, sem o leme. Demorou até que os amigos percebessem que a prancha poderia ser direcionada apenas com o movimento do corpo, e passaram então a fabricar pranchas com tamanhos e shapes diferenciados.
A primeira prancha que eles fabricaram foi chamada de SK-8s e era de fibra de vidro, um material muito caro até então. Depois de muito procurar por outro tipo de material, Schweitzer passou a utilizar o polietileno da Dupont, empresa que se encarregou de divulgar o equipamento.
Pouco a pouco o esporte foi ganhando o mundo. Em 1970 a empresa Tencate comprou a licença para fabricar o Windsurf pela Holanda e rapidamente o esporte ganhou a Europa. Entre 1973 e 1978 foram produzidas cerca de 150 mil unidades. Em 1984 veio o grande salto. Durante uma reunião realizada em Moscou, o Comitê Olímpico Internacional reconheceu o windsurf como esporte olímpico autorizando a sua participação nos Jogos Olímpicos daquele ano.
O primeiro ídolo do windsurf internacional foi o norte-americano Roby Naish, pentacampeão mundial e responsável pela divulgação do windsurf competitivo nas praias do mundo todo. Aqui no Brasil, o esporte chegou através do paulista Fernando Germano que trouxe a primeira prancha de windsurf para cá. Outros pioneiros do windsurf no Brasil são Klaus Peter, Marcelo Aflalo e Leonardo Klabin.
Atualmente o esporte é organizado pela PWA – Professional Windsurfer`s Association que é a entidade responsável por organizar as competições mundiais. No Brasil, a Confederação Brasileira de Vela e Motor e a Associação Brasileira de Windsurf regulamentam o esporte por aqui. Todas essas entidades seguem as normas da ISAF – International Sailing Federation, entidade máxima de vela no mundo.
sexta-feira, 18 de março de 2016
Como escolher a prancha correta para suas necessidades?
Procurando por material de windsurf, especialmente por pranchas, por onde começar? Escolher a prancha correta é uma das coisas mais difíceis na montagem de uma material completo de windsurf (quiver).
Existem centenas de opções de muitas diferentes marcas, que facilmente fazem você perde a noção e o foco se não tomar algumas importantes decisões logo de início.
Para iniciar: Se você estiver comprando material novo ou superior a 2010, dificilmente poderá errar, pois após esta data não existem mais pranchas ruins em fabricação. Para anos anteriores, recomenda-se muita pesquisa e se possível um test-drive.
ENTRETANTO: Com esta infinidade de opções à escolha, é muito importante saber O QUE você espera de sua nova prancha e em quais condições você planeja utilizá-la.
A prancha correta para a futura utilização/modalidade. Antes de mais nada, decida qual modalidade de windsurf você pretende utilizar esta nova prancha. Isto corta fora de cara uma fatia enorme da pilha.
Pranchas de windsurf são desenvolvidas e projetadas para modalidades especificas, então é sábio decidir se o que você procura é uma prancha para ondas, slalom, freestyle ou simplesmente freeride. Estas pranchas possuem detalhes em seu shape que as fazem otimizadas em sua modalidade, mas nem tanto nas demais.
Ter uma prancha bi-quilha para wave quando o que você realmente quer é slalom e velocidade, não trará os resultados que você espera. Então pense bem antes de iniciar a busca.
Para quais condições. Você sabe quais as futuras condições de utilização desta nova prancha? Caso souber, perfeito. Torna as coisas mais fáceis. Caso não saiba, inicie sua definição por este importante fator. Mas como decidir ou saber isto? Para uma resposta simples, olhe para os tamanhos de velas que você pretende utilizar nesta prancha. Sabendo isto, o passo seguinte é decidir pelo volume da prancha.
Qual o volume correto? Sabendo as condições, vamos agora escolher o volume. Ventos fracos ou velejador iniciante? Escolha uma prancha com maior volume. Para ventos mais fortes ou velejador mais experiente, você pode partir para volumes menores.
Este fator também dependerá dos tamanhos de velas a serem utilizadas. Novamente, velas menores, escolha por pranchas com menores volumes. Velas maiores, pranchas com mais volume.
Fácil dizer, mas o que efetivamente você deve escolher como volume? Uma prancha com mais volume pode utilizar velas menores em ventos fracos. Sim. Velejadores profissionais costumam utilizar este recurso para aperfeiçoar novas manobras de wave e Freestyle, pois velas menores são mais fáceis de manusear e controlar, e adicionalmente pranchas com maiores volumes dão a eles mais margem para erros.
Em geral: Para iniciantes, seu peso + 40 litros é um bom volume para sua nova prancha de windsurf .
Para velejador experiente: Peso corporal + 10 litros é seu volume ideal.
Nota pessoal: Com minha experiência, os dados acima são para shortboards. Para iniciantes realmente do básico, o ideal é prancha com bolina central retrátil e volumes praticamente no dobro do peso do velejador.
For a beginner: your bodyweight + 40 liters is a good amount of liters for your new windsurfing board. For an advanced windsurfer: your bodyweight + 10 liters is a good amount of liters for your new board.
Volume x Largura da prancha. Antigamente era tudo tão mais fácil... Definiu o volume? Perfeito, já tem a definição para sua nova prancha. Mas com as pranchas de todas as modalidades encolhendo no comprimento e ficando mais largas, estas regras mudaram e volume não é mais tão importante quanto era no passado.
Por exemplo, olhando para pranchas de wave, tome duas pranchas de 80 litros, uma com os tradicionais 55cm de largura e outra dentro das novas especificações com 57cm. Apesar do mesmo volume em litros, a mais larga irá transmitir uma sensação de prancha de 85 a 90 litros quando comparada com a de largura tradicional.
Qual construção? Dependendo de quanto você pretende gastar, o tipo de construção da prancha também irá ter papel importante:
Construções leves (carbono, wood) são menos duráveis, planam mais cedo em função de seu peso e são mais caras em função dos materiais utilizados.
Construções pesadas (epóxi) são mais duráveis, o que é muito importante se você ainda ocasionalmente deixa a vela escapar de suas mãos no velejo. São mais pesadas o que significa planar um pouco mais tarde comparada com as leves, mas representam menos $$$. Então o tipo de construção dependerá de sua demanda.
Outro detalhe importante é seu gosto pessoal. Se você gosta de pranchas duras, com sensações mais diretas, então as construções mais caras de carbono são as ideais. Embora uma prancha rígida como as de carbono são excelentes opções em ventos fracos e médios, podem representar sérios problemas quando o vento aperta, especialmente se as águas estiverem agitadas com muitas marolas.
E finalmente qual marca? Você gosta de determinada marca? Procure por testes e fóruns em sites e revistas especializadas, mas não escolha uma prancha porque você gosta dos velejadores profissionais que alguma marca particular utiliza em sua estratégia de marketing. Ao menos não enquanto você não tenha testado uma. Considerando que testes dão a você uma boa impressão na escolha, nada substitui sua experiência pessoal.
Na proxima semana, um complemento interessante a esta matéria baseado numa marca famosa. Aguardem antes de comprar.
Fonte: http://www.windsurfing-guide
segunda-feira, 14 de março de 2016
Qual velocidade maxima posso atingir ? pra acabar com conversas de velejadores kkkkkkkkk
Texto original de Rick Hanke.
Performance velejando
Para calcular a performance de um veleiro, windsurf ou mesmo de um kitesurf, precisamos olhar e entender as forças atuantes e momentos resultantes, e encontrar as condições onde todas as forças e momentos estão em equilíbrio (Lei de Newton). Esta condição é denominada estado de equilíbrio do sistema e nos permite identificar a velocidade.
Forças
Os princípios básicos de aerodinamica e hidrodinamica, nos permitem calcular as forças e momentos atuantes em condições de vento, que são bastante conhecidas por teoria e testes praticos, em embarcações a vela e iates no passar dos ultimos anos.
Olhando num sistema “Windusrf”, temos uma força aerodinâmica gerada na vela e que cria um momento que é balanceado e equilibrado pelo peso do velejador (Fig. 1). A força total da vela é transferida pelos pés do velejador à prancha. A força total gerada pela vela pode ser dividida em duas partes, a primeira delas direcionada para a mesma direção do velejo (curso) = força de direção ou empuxo da vela. A segunda força atuante é perpendicular ao empuxo, é a força lateral e que precisa ser equilibrada pela quilha. Em contra partida, existe a força de resistência hidrodinâmica da prancha e da quilha, que trabalham em oposição ao empuxo. Quando ambas estão iguais e em equilíbrio, a velocidade máxima é alcançada (Fig. 2).
Fig. 1: Força máxima da vela compensada pelo momento de equilíbrio gerado
Fig. 2: Forças atuantes num windsurf, vista lateral
Fig. 3: Forças e definição de ângulos num windsurf, vistos de topo
Limitações da força da vela
Devido ao peso do velejador
Uma conclusão importante é que a força máxima da vela é absolutamente limitada pelo peso do velejador, que produz o momento de equilíbrio ao pender para fora da prancha em direção contraria ao vento.
Considerando as geometrias típicas do corpo humano, chega-se a conclusão de que a força máxima que uma vela pode atuar é aproximadamente 35-40% do peso de um velejador.
Isto significa dizer que sob quaisquer condições de velocidade, força de vento e tamanho de vela, a força máxima da vela nunca poderia ser superior a este percentual. É simplesmente uma constante. Acima disto, catapulta certa.
Devido ao ângulo do vento aparente
É bastante conhecido que velejando num curso específico e com uma condição dada de vento, que o ângulo do vento aparente reduzirá quanto maior for a velocidade alcançada (Fig. 4). Este efeito pode ser amenizado até um certo limite aumentando o ângulo do curso (velejando arribado) e velejando em condições de vento mais forte, o que irá aumentar o ângulo do vento aparente a uma velocidade dada.
Fig. 4: Ângulo do vento aparente x Velocidade e curso
O componente da força da vela na direção de velejo (empuxo) depende diretamente do ângulo do vento aparente.
O ângulo do vento aparente é um função entre velocidade (Vs), velocidade do vento (Vt) e ângulo de curso.
Esta é a razão pela qual para altas velocidades, necessita-se de muito vento. Quanto mais forte o vento, maior será o ângulo do vento aparente e maior o empuxo. Mas a redução do empuxo em função da velocidade é um efeito físico inevitável, que não pode ser alterado e é valido para toda e qualquer embarcação a vela movida pela força do vento, seja na água, terra, neve ou gelo.
O empuxo e a força lateral versus velocidade, para uma força de vela constante é mostrado na Fig. 5. O empuxo reduz com a velocidade enquanto que a força lateral aumenta com a velocidade.
Fig. 5: Empuxo e força lateral x Velocidade num curso dado com força da vela constante
Resistencia hidrodinâmica (atrito) da prancha
Planar possui um comportamento de arraste (atrito) quase que constante em relação a velocidade. Atrito no planeio é primeiramente diretamente proporcional ao peso total do sistema windsurf (equipamento completo + velejador) e do ângulo de ataque da prancha, independente da velocidade e da área molhada (área em contato com a água). Em segundo lugar, devemos somar algum atrito e resistência do spray proporcional à área molhada, que por sua vez é proporcional ao quadrado da velocidade. Devido ao fato que com o aumento da velocidade a prancha se eleva, a área molhada automaticamente se reduz, de maneira que somente o peso total é equilibrado. Através deste efeito, o mínimo atrito é automaticamente gerado a qualquer momento e em qualquer condição.
A velocidade máxima é alcançada quando o empuxo da vela e o arraste da prancha são iguais. Isto ocorre na interseção de ambas curvas conforme observado na Fig. 6. A figura deixa evidente que velocidades maiores são possíveis quando o empuxo é aumentado (curva inclinada para cima) e o arraste (atrito) é reduzido (curva inclinada para baixo). A diferença entre o empuxo e a força de arraste divididos pela massa do sistema representa a aceleração que é naturalmente 0 (zero) quando a velocidade máxima constante é alcançada. Mais adiante é demonstrado que a aprox.. 66 nós o empuxo torna-se 0 (zero).
Fig. 6: Empuxo Aerodinamico e arraste hidrodinamico x Velocidade num curso de 140º e força da vela constante
Como resultado, a velocidade do velejo é inicialmente limitada pela limitação da força total da vela em função inicialmente do peso do velejador e em segundo plano pelo ângulo do vento aparente (função da velocidade, força do vento e curso), que reduz o empuxo em velocidades crescentes.
Tudo isto poderia ser calculado relativamente fácil e descobre-se que o recorde atual de aprox. 52 nós é o que pode ser alcançado considerando-se peso típico de velejadores, tamanho de vela e quilha e condições de vento.
A Fig. 7 mostra o cálculo de quanto rápido podemos seguir (Vs) x velocidade do vento (Vt) considerando curso de 140º downwind.
Fig. 7: Velocidade máxima possível em função de velocidade do vento 40 nós e curso de 140º.
Caso existam incertezas em função de dados estimados, as tendências e relações se mostram validas e nos permitem chegar às conclusões corretas.
Percebe-se que a velocidade relativa ao vento possui um fator 2 para ventos fracos mas próximo a 1 a aprox. 50 nós. Isto significa que para seguir realmente rápido, muito mais força de vento é necessária. O gradiente torna-se muito fraco, de maneira que não existe muita velocidade mais para se alcançar.
Por exemplo, para alcançar velocidade de 60 nós, 60 nós de vento serão necessários.
Onde podem ser encontradas estas condições de vento com águas lisas?
Quem consegue controlar um equipamento nestas condições?
Aumento na velocidade do vento irá sempre gerar mais ondulações que produzirão arraste adicional.
Como podemos ir mais rápido?
Se olharmos nos na distribuição dos components do arraste de um windsurf a aprox. 52 nós, como demonstrado na Fig. 8 poderemos estimar quanto de velocidade seria obtida se conseguíssemos reduzir o atrito em alguns componentes.
Fig. 8: Distribuição do percentual de arraste num windsurf a 52 nós
Por sinal, reduzindo o arraste de uma quilha em 10%, teremos uma redução total no arraste de aprox. 1,1%.
Redução de 1,1% no arraste significa melhora de 0,5 % na velocidade. Ou seja, teríamos 52,26 nós, ao invés de 52.
Se conseguíssemos reduzir o arraste gerado pelo nosso corpo em 50%, teríamos uma redução no arraste total de 5,5%.
Em velocidade ganharíamos 0,26%, que corresponderia a 53,4 nós ao invés de 52.
Somente uma pequena fração de melhorias pode ser obtida nas pranchas de windsurf atuais, evitando todas as arestas que possam gerar turbulência, na vela, nas retrancas, cabos (puxão) e no próprio corpo do velejador.
Na prancha, o arraste gerado pelo spray poderia ser reduzido através de mudanças nas linhas das bordas e outras linhas e cantos.
Mas no geral, grandes avanços e melhorias não são possíveis.
A influência do peso do corpo
O peso do corpo do velejador define o empuxo possível. Quanto maior o peso, maior o empuxo, mas por outro lado, quanto maior o peso, maior o arraste da prancha que precisa “levantar” o peso adicional para planar. E ainda assim esta relação de peso maior implica em arraste maior. Como resultado, pode ser calculado que 10 Kg a mais de peso levam a 2 nós a mais de velocidade.
O sonho de Antoine Albeau velejando a 50 nós de velocidade com vento de 30 nós, significa dizer que ele precisará engordar 100 Kg e usar uma vela de 8.0 m².
Logicamente, inviável…
Porém, podemos velejar mais rápido quando deixamos a configuração do windsurf e partimos para a adotada pelo projeto Sailrocket II, onde o momento de equilíbrio não é obtido pelo velejador, mas sim totalmente pelo casco (foil hidrodinâmico) e aerodinâmico (asa horizontal), de maneira que a força da vela poderia ser aumentada a valores muito elevados sem problemas de estabilidade.
Solução similar (Fig. 9) poderia ser implantada ao windsurf com um estabilizador lateral ou um foil abaixo da água, com o objetivo de gerar um momento que possa compensar parcialmente o momento de equilíbrio. Neste caso muito mais empuxo poderia ser aplicado e velocidades finais maiores poderiam ser obtidas.
Fig. 9: Meios para compensar o momento de equilíbrio em maiores velocidades
E os hydrofoils?
A esperança no uso dos hydrofoils com objetivo de alcançar maiores velocidades não é muito realista.
Com a utilização do hidrofolio, o arraste aumenta na razão do quadrado da velocidade. Esta é uma grande desvantagem se comparado com uma superfície de planeio, onde o arraste é quase independente da velocidade. Este efeito limita a aplicação de foils para alta velocidade em windsurfe, mesmo que construído bastante pequeno. Para altas velocidades, a área e superfície do foil deve ser otimizada para o arraste (atrito) para a velocidade requerida, por exemplo para velocidade de 50 nós, precisaremos de um foil de aprox. 100cm² de área. Mas como fazer subir e planar com uma área tão pequena em baixas velocidades? Além do mais, a estrutura para o foil deve ser realmente rígida para garantir a estabilidade necessária e esta estrutura irá também gerar muito atrito.
Controlar um hidrofolio é muito difícil, especialmente manter a altitude, que normalmente requer um dispositivo automático que mantém a altitude constante e evita que a prancha toque na água.
Finalizando, é muito difícil velejar em águas muito agitadas
Quem é capacitado para equilibrar um instável hidrofolio acima de 50 nós?
Como resultante para as pranchas de de windsurf atuais, muita velocidade mais não pode ser alcançada devido às limitações físicas mencionadas acima. Somente pequenas melhorias na velocidade em melhores condições de velejo seriam possíveis: Mais vento e água mais lisa.
Quem as encontrar e as velejar será o detentor do novo recorde mundial.
Tudo que foi mencionado acima se aplica também ao kite. Um kite pode suportar muito mais força porque os componentes do momento de equilíbrio são diferentes, por outro lado a eficiência aerodinâmica do kite é pior (mais arraste) que uma vela de windsurfe.
Esta é a razão pela qual o recorde de velocidade do kite é somente um pouco maior que o do windsurf.
Performance velejando
Para calcular a performance de um veleiro, windsurf ou mesmo de um kitesurf, precisamos olhar e entender as forças atuantes e momentos resultantes, e encontrar as condições onde todas as forças e momentos estão em equilíbrio (Lei de Newton). Esta condição é denominada estado de equilíbrio do sistema e nos permite identificar a velocidade.
Forças
Os princípios básicos de aerodinamica e hidrodinamica, nos permitem calcular as forças e momentos atuantes em condições de vento, que são bastante conhecidas por teoria e testes praticos, em embarcações a vela e iates no passar dos ultimos anos.
Olhando num sistema “Windusrf”, temos uma força aerodinâmica gerada na vela e que cria um momento que é balanceado e equilibrado pelo peso do velejador (Fig. 1). A força total da vela é transferida pelos pés do velejador à prancha. A força total gerada pela vela pode ser dividida em duas partes, a primeira delas direcionada para a mesma direção do velejo (curso) = força de direção ou empuxo da vela. A segunda força atuante é perpendicular ao empuxo, é a força lateral e que precisa ser equilibrada pela quilha. Em contra partida, existe a força de resistência hidrodinâmica da prancha e da quilha, que trabalham em oposição ao empuxo. Quando ambas estão iguais e em equilíbrio, a velocidade máxima é alcançada (Fig. 2).
Limitações da força da vela
Devido ao peso do velejador
Uma conclusão importante é que a força máxima da vela é absolutamente limitada pelo peso do velejador, que produz o momento de equilíbrio ao pender para fora da prancha em direção contraria ao vento.
Considerando as geometrias típicas do corpo humano, chega-se a conclusão de que a força máxima que uma vela pode atuar é aproximadamente 35-40% do peso de um velejador.
Isto significa dizer que sob quaisquer condições de velocidade, força de vento e tamanho de vela, a força máxima da vela nunca poderia ser superior a este percentual. É simplesmente uma constante. Acima disto, catapulta certa.
Devido ao ângulo do vento aparente
É bastante conhecido que velejando num curso específico e com uma condição dada de vento, que o ângulo do vento aparente reduzirá quanto maior for a velocidade alcançada (Fig. 4). Este efeito pode ser amenizado até um certo limite aumentando o ângulo do curso (velejando arribado) e velejando em condições de vento mais forte, o que irá aumentar o ângulo do vento aparente a uma velocidade dada.
O componente da força da vela na direção de velejo (empuxo) depende diretamente do ângulo do vento aparente.
O ângulo do vento aparente é um função entre velocidade (Vs), velocidade do vento (Vt) e ângulo de curso.
Esta é a razão pela qual para altas velocidades, necessita-se de muito vento. Quanto mais forte o vento, maior será o ângulo do vento aparente e maior o empuxo. Mas a redução do empuxo em função da velocidade é um efeito físico inevitável, que não pode ser alterado e é valido para toda e qualquer embarcação a vela movida pela força do vento, seja na água, terra, neve ou gelo.
O empuxo e a força lateral versus velocidade, para uma força de vela constante é mostrado na Fig. 5. O empuxo reduz com a velocidade enquanto que a força lateral aumenta com a velocidade.
Resistencia hidrodinâmica (atrito) da prancha
Planar possui um comportamento de arraste (atrito) quase que constante em relação a velocidade. Atrito no planeio é primeiramente diretamente proporcional ao peso total do sistema windsurf (equipamento completo + velejador) e do ângulo de ataque da prancha, independente da velocidade e da área molhada (área em contato com a água). Em segundo lugar, devemos somar algum atrito e resistência do spray proporcional à área molhada, que por sua vez é proporcional ao quadrado da velocidade. Devido ao fato que com o aumento da velocidade a prancha se eleva, a área molhada automaticamente se reduz, de maneira que somente o peso total é equilibrado. Através deste efeito, o mínimo atrito é automaticamente gerado a qualquer momento e em qualquer condição.
A velocidade máxima é alcançada quando o empuxo da vela e o arraste da prancha são iguais. Isto ocorre na interseção de ambas curvas conforme observado na Fig. 6. A figura deixa evidente que velocidades maiores são possíveis quando o empuxo é aumentado (curva inclinada para cima) e o arraste (atrito) é reduzido (curva inclinada para baixo). A diferença entre o empuxo e a força de arraste divididos pela massa do sistema representa a aceleração que é naturalmente 0 (zero) quando a velocidade máxima constante é alcançada. Mais adiante é demonstrado que a aprox.. 66 nós o empuxo torna-se 0 (zero).
Como resultado, a velocidade do velejo é inicialmente limitada pela limitação da força total da vela em função inicialmente do peso do velejador e em segundo plano pelo ângulo do vento aparente (função da velocidade, força do vento e curso), que reduz o empuxo em velocidades crescentes.
Tudo isto poderia ser calculado relativamente fácil e descobre-se que o recorde atual de aprox. 52 nós é o que pode ser alcançado considerando-se peso típico de velejadores, tamanho de vela e quilha e condições de vento.
A Fig. 7 mostra o cálculo de quanto rápido podemos seguir (Vs) x velocidade do vento (Vt) considerando curso de 140º downwind.
Caso existam incertezas em função de dados estimados, as tendências e relações se mostram validas e nos permitem chegar às conclusões corretas.
Percebe-se que a velocidade relativa ao vento possui um fator 2 para ventos fracos mas próximo a 1 a aprox. 50 nós. Isto significa que para seguir realmente rápido, muito mais força de vento é necessária. O gradiente torna-se muito fraco, de maneira que não existe muita velocidade mais para se alcançar.
Por exemplo, para alcançar velocidade de 60 nós, 60 nós de vento serão necessários.
Onde podem ser encontradas estas condições de vento com águas lisas?
Quem consegue controlar um equipamento nestas condições?
Aumento na velocidade do vento irá sempre gerar mais ondulações que produzirão arraste adicional.
Como podemos ir mais rápido?
Se olharmos nos na distribuição dos components do arraste de um windsurf a aprox. 52 nós, como demonstrado na Fig. 8 poderemos estimar quanto de velocidade seria obtida se conseguíssemos reduzir o atrito em alguns componentes.
Por sinal, reduzindo o arraste de uma quilha em 10%, teremos uma redução total no arraste de aprox. 1,1%.
Redução de 1,1% no arraste significa melhora de 0,5 % na velocidade. Ou seja, teríamos 52,26 nós, ao invés de 52.
Se conseguíssemos reduzir o arraste gerado pelo nosso corpo em 50%, teríamos uma redução no arraste total de 5,5%.
Em velocidade ganharíamos 0,26%, que corresponderia a 53,4 nós ao invés de 52.
Somente uma pequena fração de melhorias pode ser obtida nas pranchas de windsurf atuais, evitando todas as arestas que possam gerar turbulência, na vela, nas retrancas, cabos (puxão) e no próprio corpo do velejador.
Na prancha, o arraste gerado pelo spray poderia ser reduzido através de mudanças nas linhas das bordas e outras linhas e cantos.
Mas no geral, grandes avanços e melhorias não são possíveis.
A influência do peso do corpo
O peso do corpo do velejador define o empuxo possível. Quanto maior o peso, maior o empuxo, mas por outro lado, quanto maior o peso, maior o arraste da prancha que precisa “levantar” o peso adicional para planar. E ainda assim esta relação de peso maior implica em arraste maior. Como resultado, pode ser calculado que 10 Kg a mais de peso levam a 2 nós a mais de velocidade.
O sonho de Antoine Albeau velejando a 50 nós de velocidade com vento de 30 nós, significa dizer que ele precisará engordar 100 Kg e usar uma vela de 8.0 m².
Logicamente, inviável…
Porém, podemos velejar mais rápido quando deixamos a configuração do windsurf e partimos para a adotada pelo projeto Sailrocket II, onde o momento de equilíbrio não é obtido pelo velejador, mas sim totalmente pelo casco (foil hidrodinâmico) e aerodinâmico (asa horizontal), de maneira que a força da vela poderia ser aumentada a valores muito elevados sem problemas de estabilidade.
Solução similar (Fig. 9) poderia ser implantada ao windsurf com um estabilizador lateral ou um foil abaixo da água, com o objetivo de gerar um momento que possa compensar parcialmente o momento de equilíbrio. Neste caso muito mais empuxo poderia ser aplicado e velocidades finais maiores poderiam ser obtidas.
E os hydrofoils?
A esperança no uso dos hydrofoils com objetivo de alcançar maiores velocidades não é muito realista.
Com a utilização do hidrofolio, o arraste aumenta na razão do quadrado da velocidade. Esta é uma grande desvantagem se comparado com uma superfície de planeio, onde o arraste é quase independente da velocidade. Este efeito limita a aplicação de foils para alta velocidade em windsurfe, mesmo que construído bastante pequeno. Para altas velocidades, a área e superfície do foil deve ser otimizada para o arraste (atrito) para a velocidade requerida, por exemplo para velocidade de 50 nós, precisaremos de um foil de aprox. 100cm² de área. Mas como fazer subir e planar com uma área tão pequena em baixas velocidades? Além do mais, a estrutura para o foil deve ser realmente rígida para garantir a estabilidade necessária e esta estrutura irá também gerar muito atrito.
Controlar um hidrofolio é muito difícil, especialmente manter a altitude, que normalmente requer um dispositivo automático que mantém a altitude constante e evita que a prancha toque na água.
Finalizando, é muito difícil velejar em águas muito agitadas
Quem é capacitado para equilibrar um instável hidrofolio acima de 50 nós?
Como resultante para as pranchas de de windsurf atuais, muita velocidade mais não pode ser alcançada devido às limitações físicas mencionadas acima. Somente pequenas melhorias na velocidade em melhores condições de velejo seriam possíveis: Mais vento e água mais lisa.
Quem as encontrar e as velejar será o detentor do novo recorde mundial.
Tudo que foi mencionado acima se aplica também ao kite. Um kite pode suportar muito mais força porque os componentes do momento de equilíbrio são diferentes, por outro lado a eficiência aerodinâmica do kite é pior (mais arraste) que uma vela de windsurfe.
Esta é a razão pela qual o recorde de velocidade do kite é somente um pouco maior que o do windsurf.
Muitos irão me perguntar como faço a analise de meus velejos . Como verifico falhas e acertos .
Estarei sempre postando gráficos e analises de condições de vento e performances .
Eu , pessoalmente uso um aplicativo que gosto muito . Porem so esta disponível para tablet e telefones com sistema operacional ANDROID .
WINDSURF TRACK ANALYZER
VELEJO usando um GPs e depois envio o arquivo para este aplicativo .
Estarei sempre postando gráficos e analises de condições de vento e performances .
Eu , pessoalmente uso um aplicativo que gosto muito . Porem so esta disponível para tablet e telefones com sistema operacional ANDROID .
WINDSURF TRACK ANALYZER
VELEJO usando um GPs e depois envio o arquivo para este aplicativo .
Speed result:
Top 5 run for (1 point)
32,7km/h=17,6kn [9m] 1s
32,4km/h=17,5kn [9m] 1s
30,8km/h=16,6kn [8m] 1s
30,5km/h=16,5kn [9m] 1s
30,5km/h=16,5kn [8m] 1s
Top 5 run for (2 points)
32,4km/h=17,5kn [18m] 2s
30,7km/h=16,6kn [17m] 2s
30,5km/h=16,5kn [17m] 2s
30,2km/h=16,3kn [17m] 2s

Top 5 run for (1 point)
32,7km/h=17,6kn [9m] 1s
32,4km/h=17,5kn [9m] 1s
30,8km/h=16,6kn [8m] 1s
30,5km/h=16,5kn [9m] 1s
30,5km/h=16,5kn [8m] 1s
Top 5 run for (2 points)
32,4km/h=17,5kn [18m] 2s
30,7km/h=16,6kn [17m] 2s
30,5km/h=16,5kn [17m] 2s
30,2km/h=16,3kn [17m] 2s
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